mar 29, 2010

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Recrutadores estão de olho nas redes sociais

Perfis mantidos em redes virtuais de relacionamento funcionam como complemento no processo de seleção de candidatos a emprego.

As redes sociais têm um papel cada vez mais importante na busca por novos talentos. Por meio delas, as empresas têm acesso a diversas informações sobre os candidatos, o que facilita na identificação do melhor perfil. Além disso, sem custo algum, distâncias são quebradas e a comunicação com profissionais do mercado é fortalecida.

Para Danielle Alves, responsável pela área de recrutamento e seleção de uma agência de relacionamento digital em Florianópolis (SC), as redes sociais podem ser usadas de duas formas. “Uma delas é o recrutamento, com divulgação de vagas no Twitter, por exemplo, que tem alcance rápido.” Outra alternativa, segundo ela, é buscar candidatos em redes como o Linkedin, ou ainda blogs, comunidades, fóruns e páginas específicas criadas para determinado tipo de profissional.

“O Linkedin funciona como rede de relacionamento profissional. As pessoas colocam informações e experiências e trabalha com conexões. Lá é mais fácil encontrar perfis específicos, pois os currículos são mais estruturados”, explica. Danielle enfatiza que as redes sociais funcionam apenas como ferramenta complementar do processo de seleção. “[A busca em redes] Não exclui entrevista pessoal, mas agiliza o recrutamento e ajuda as empresas a realizarem contratações mais acertadas”, justifica.

Já Orkut e Facebook podem fornecer informações pessoais sobre o candidato. “Nestas redes a empresa consegue ver os interesses do profissional, as comunidades que ele participa e o envolvimento pessoal”, avalia. Para Danielle, a busca de profissionais com ajuda de redes sociais só tende a crescer. “Existem muitos perfis que não estão na rede hoje e se não se adaptarem a este meio nem se atualizarem, poderão ficar para trás”, avisa.

O professor de gestão de recursos humanos da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Henrique Gambaro Vieira, alerta para o lado negativo de se ter um perfil na internet. “Tem pessoas que não sabem usar bem a ferramenta. Exposição exagerada e participação em alguns tipos de comunidades podem dificultar a decisão num processo de seleção”, explica. Segundo Vieira, o candidato tem que ter a preocupação em criar um perfil condizente com as próprias qualidades e não colocar em dúvida sua responsabilidade e postura. “O que as pessoas fazem na vida particular tem tudo a ver com o trabalho delas”, resume.

Na Labor Trabalho Temporário as redes sociais ainda não são ferramentas utilizadas na busca por profissionais, mas a empresa não descarta a possibilidade de vir a recorrer a esse expediente. “Nós utilizamos nossa página na internet para veicular vagas. Os candidatos se autoencaminham e isso agiliza nossa pesquisa”, conta a coordenadora de Recrutamento e Seleção da Labor, Célia Liboni. As redes sociais, afirmou ela, poderiam funcionar como complemento para auxiliar na escolha do profissional.

Divulgação e comunicação

O diretor de vendas e intercâmbios da Aiesec – organização internacional de estudantes que funciona dentro da UEL e estudante do quarto ano de engenharia elétrica, Pedro Luiz Elero Júnior utiliza as redes sociais para divulgação, posicionamento e comunicação. “Estamos presentes no Orkut, Facebook e Twitter. As empresas nos procuram para buscar novos talentos”, explica.

AMANDA DE SANTA – Jornal de Londrina

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